“Uma ideia antiga não ganha validade só porque envelheceu, assim como uma novidade não é erro só por ser nova. A verdade não precisa de certidão de nascimento. Dá uma conferida no texto novo do blog!”

Existe um oceano imenso de possibilidades diante de nós, mas muita gente passa a vida inteira dentro de um pequeno lago. Um lago feito de hábitos, certezas, dogmas e ideias repetidas tantas vezes que acabam parecendo verdades absolutas.

O problema começa quando confundimos “familiaridade com verdade”.

Pensar diferente pode ser desconfortável. Questionar aquilo que aprendemos desde crianças pode provocar medo, culpa e até rejeição. É muito mais fácil permanecer no lago quando todo mundo ao redor também está nadando na mesma água.

Mas sempre aparece alguém que pergunta:

“E se existir um oceano lá fora”?

É aí que começa o despertar.

Não estou falando de abandonar crenças, religiões ou tradições simplesmente porque são antigas. Uma ideia não se torna falsa por ser antiga, assim como não se torna verdadeira por ser moderna. O que importa é perguntar: ”ela resiste ao questionamento”?

Platão continua atual porque suas perguntas continuam vivas. O Mito da Caverna não precisa ser uma verdade religiosa para provocar uma reflexão poderosa sobre conhecimento, percepção e ignorância.

A filosofia pergunta.

O dogma responde e manda parar de perguntar.

E talvez exista uma diferença enorme entre essas duas atitudes.

Hoje temos telescópios que enxergam bilhões de anos-luz, instrumentos capazes de investigar o mundo microscópico, inteligência artificial, medicina avançada e uma compreensão do universo que nossos antepassados jamais poderiam imaginar.

Mesmo assim, continuamos carregando medos, preconceitos e certezas construídas há milhares de anos.

O nosso conhecimento tecnológico correu para o espaço.

Mas será que nossa consciência foi junto?

Talvez o despertar não seja uma explosão repentina de iluminação, pode ser  muito mais simples e muito mais lento.

Uma pergunta hoje.

Outra amanhã.

Uma dúvida que incomoda.

Uma certeza que começa a rachar.

Uma gota.

Depois outra.

E outra.

Mais uma pra não ficar monótono “vá”!

Brincadeiras à parte, até que, lentamente, o pequeno lago começa a perceber que sempre existiu um oceano.

“O despertar acontece a conta-gotas”.

 

Jeff Trovão

 

 

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